Leilão Bidspirit | Brito, Fr. Bernardo de, et


Brito, Fr. Bernardo de, et al. – MONARCHIA LVSYTANA, &c. 8 vols. Lisboa. Impressaõ Craesbeeckiana. 1690 [–1727]. (28) 570 pp.; (8) 558 (30) pp.; (10) 420 (40) pp.; (22) 569 (1) pp.; (16) 331 (37) pp.; (12) 612 (18) pp.; 601 (1) pp.; (30) 790 pp. 29 × 20 cm. E. - Conjunto raríssimo da celebérrima Monarchia Lusytana completa nos seus oito volumes. A obra constitui a principal referência da História de Portugal até ao início da Segunda Década, isto é, até à tomada do poder por D. João I em 1383. Obra monumental redigida ao longo de cento e trinta anos pelos historiógrafos alcobacenses, todos cronistas-mor do Reino, na grande abadia beneditina de Alcobaça. Frei Bernardo de Brito (1569 - 1617), fundador da historiografia alcobacense, estudou em Roma e em Florença, professou na Ordem de Cister em Alcobaça em 1585, doutorou-se em Teologia pela Universidade de Coimbra, em 1606, e foi nomeado cronista-mor do Reino em 1614 por D. Filipe II. As duas primeiras partes, que são as que ele redigiu, são consideradas um degrau elevado no trono da grande prosa em língua portuguesa. Os seus sucessores continuaram a obra: Fr. António Brandão (1584 - 1637), doutor em Teologia e abade do Convento do Desterro em Lisboa, cronista-mor por carta régia de 1630; Fr. Francisco Brandão (1601 - 1680), sobrinho do anterior, também doutor em Teologia e cronista-mor; Fr. Rafael de Jesus (1614 - 1693), monge beneditino e cronista-mor por alvará de 1681; e, finalmente, Fr. Manuel dos Santos (1672 - 1740), que concluiu a obra com a oitava parte. Além desta, Santos redigiu ainda uma nona e uma décima parte, que nunca chegaram a sair do prelo. Existiu, ainda, uma terceira parte alternativa, escamoteada e proibida pelos próprios monges alcobacenses. Os cronistas tiveram acesso ao mais importante manancial de informações históricas da Biblioteca Real de Alcobaça, que serviu também de Paço Real durante certos períodos da primeira dinastia. Impressão a duas colunas, ilustrada com vinhetas das armas de Portugal nas folhas de rosto de cada volume. Ex-libris oleográficos armoriados e títulos de posse manuscritos de Manuel Gomes Costa Pacheco e de Nuno Freire Corte Real ao longo dos volumes, com a presença adicional de António do Nascimento Carneiro (3.º vol.) e José Pedro Corte Real (7.º vol.). Rabiscos e desenhos de criança setecentistas no verso das pastas, bem como nas margens de alguns dos volumes. Interior limpo com ocasionais manchas ténues de humidade e acidez. Innocencio, I, 372; I, 98; II, 360; VII, 48; VI, 102 e 260.