Leilão Bidspirit | [Argüelles Álvarez, Augustín de] –
[Argüelles Álvarez, Augustín de] – DISCURSO PRELIMINAR Á CONSTITUIÇÃO POLITICA DA MONARQUIA HESPANHOLA & CONSTITUIÇÃO POLITICA DA MONARQUIA HESPANHOLA. 2 vols. [em 1]. Lisboa. Typographia Rollandiana / Offic. de Antonio Rodrigues Galhardo. 1820. 157 (3) pp.; 102 pp. 14,9 cm x 10,5 cm. E. - Duas obras muito raras, traduzidas do castelhano. O Discurso Preliminar, da autoria não mencionada do grande político liberal espanhol Agustín de Argüelles Álvarez (1776 - 1844), que, de certa forma, prefacia e explica os fundamentos da Constituição de Cadiz promulgada em 19 de Março de 1812 — também incluída no vol. — foi traduzido para servir de instrumento de trabalho aos deputados das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa de 1821-1822; a Constituição que se lhe segue, traduzida pela mesma finalidade, foi um dos modelos sobre o qual a primeira Constituição portuguesa de 1822 foi lavrada. Estas traduções foram, provavelmente, produzidas na sequência da dos eventos ocorridos no Porto a 24 de Agosto de 1820, que conduziram à primeira experiência parlamentar moderna em Portugal. Da Constituição, foi publicada outra tradução em Coimbra, no mesmo anno, com as iniciais A.M.F., e, posteriormente, uma terceira edição, em 1836. Não são mencionadas por Innocencio, que regista apenas a biografia do tradutor (T. VII, 169-171 e T. XVIII, 285). Agustín de Argüelles Álvarez foi membro da Maçonaria e grande orador, com papel decisivo, como se viu, nas Cortes de Cadiz e na elaboração da Constituição de 1812. Rodrigo Ferreira da Costa (Setúbal, 1776 – Lisboa, 1825), o tradutor do Discurso, formou-se na Universidade de Coimbra e foi deputado às Cortes Constituintes de 1821, assim como professor da Academia Real da Marinha de Lisboa a partir de 1823. Encadernação oitocentista singela com lombada em pele; ligeiramente manuseada. A segunda obra apresenta minúsculas falhas de suporte junto ao festo da folha de rosto, com vestígios da capa de brochura em papel azul, e com cota manuscrita coeva.