Leilão Bidspirit | Sarmento, Ignacio Pizarro de M.[oraes]


Sarmento, Ignacio Pizarro de M.[oraes] – O ROMANCEIRO PORTUGUES, OU COLLECÇÃO DOS ROMANCES DE HISTORIA PORTUGUEZA. 2 vols. Lisboa / Porto. Typographia do Panorama / Typographia Commercial. 1841-1845. VIII - (1) 270 (6) pp.; VI - (4) - 257 (27) pp. 16,0 x 11,0 cm. E. - Primeira edição completa dos dois volumes desta obra fundamental do romantismo português. A Parte Primeira contém sete romances em verso sobre cenas da história portuguesa — entre os quais «Frei Luís de Sousa» (pp. 217 a 238), em 38 oitavas em decassílabos heróicos, que foi, segundo Camillo Castello Branco, a fonte principal do célebre drama homónimo de Garrett, escrito em 1843, e estreado pela primeira vez em 1844. Já a Parte Segunda é ainda mais rara do que a primeira: a BNP e a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra não possuem exemplar catalogado online, e a sua tiragem foi de pouco mais de 700 exs., dos quais 676 foram reservados pelos subscritores. O autor bebeu nas crónicas de Fernão Lopes, de Duarte Nunes de Leão, na História de S. Domingos de Frei António da Encarnação, na História Genealógica e em outras fontes, transcrevendo algumas delas em parte ou inteiramente, numa síntese que funde a erudição histórica com o entusiasmo romântico da sua geração. O flaviense Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento (1807 – 1870), Morgado de Bóbeda, foi poeta, dramaturgo e deputado às Cortes.  Ilustrados em hors-texte com retrato do autor, desenhado por Santa Bárbara e impresso na litografia de A. C. Lemos, com gravuras nos dois volumes: as do primeiro desenhadas por Cerqueira e litografadas por A. C. Lemos; as do segundo desenhadas e litografadas por J. A. Correia e impressas pela litografia de Manuel Luiz da Costa. Encadernações dissemelhantes nos dois volumes, ambas da epocha, com lombadas em pele com ferros a ouro. Cortes das folhas do primeiro volume tintados de amarelo e levemente carminados no segundo. Inocêncio, T. III, 214-215; T. X, 56 e T. XI, 267. Camillo Castello Branco, «Esboços de Aprecia­ções Litterarias». 1865.