Leilão Bidspirit | [BRASILIANA] Campos, Joaquim Pinto de


[BRASILIANA] Campos, Joaquim Pinto de - JERUSALEM. Lisboa. Imprensa Nacional. 1874. XVII (1) - 507 (3) pp. 27 x 17 cm. il. E. - Relato de viagem à Terra Santa de Monsenhor Joaquim Pinto de Campos, prelado doméstico do papa e deputado pela província de Pernambuco, ilustrado com belíssimas litografias hors-texte impressas por Lemercier, em Paris, entre elas os panoramas desdobráveis de Jerusalém e gravuras de Jafa, do Monte das Oliveiras, de Betânia, Muro das Lamentações, Cúpula do Rochedo, &c. Joaquim Pinto de Campos (1819-1887), natural de Flores, em Pernambuco, foi sacerdote, pregador, publicista, professor e político, e uma das vozes mais combativas do catolicismo brasileiro do Segundo Reinado. Deputado em sete legislaturas, foi relator, em 1871, da comissão parlamentar encarregada da reforma do «elemento servil», que conduziu à aprovação da Lei do Ventre Livre. Opôs-se com veemência ao casamento civil, à separação entre a Igreja e o Estado e à difusão do protestantismo. Na chamada Questão Religiosa assumiu, porém, posição própria: censurou a precipitação de D. Vital, bispo de Olinda, mas opôs-se à prisão dos prelados, e com isso perdeu o favor do governo imperial. Deixou obra vasta, de sermões, orações fúnebres e polémicas religiosas a biografias de D. Pedro II e do Duque de Caxias, relatos de viagem como este «Jerusalem» (1874) e as «Impressões de viagem na Itália e no Sul da França» (1880), e ainda uma tradução da «Divina Comédia» de Dante, publicada em Lisboa em 1886. Prelado doméstico de Sua Santidade e protonotário apostólico, comendador da Ordem da Rosa e da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, cavaleiro da Ordem de Malta e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, foi eleito em 1867 sócio correspondente estrangeiro da Academia Real das Sciencias de Lisboa, cidade onde viria a morrer. Boa encadernação posterior com lombada em chagrin ornada a ferros de ouro. Corte jaspeado. Interior muito limpo. Dois cadernos soltos, correspondentes às pp. 207 a 210 e gravura de Betânia, assim como das pp. 215 a 218. Bastante raro.