Leilão Bidspirit | SANTA MARIA (Nicolau de). CHRONICA


SANTA MARIA (Nicolau de). CHRONICA da Ordem dos Cónegos Regrantes do Patriarcha S. Agostinho. Em Lisboa. 1668. - SANTA MARIA (Nicolau de) CHRONICA da Ordem dos Cónegos Regrantes do Patriarcha S. Agostinho . Em Lisboa: Na Officina de Ioam da Costa, 1668. 2 v. em 1: 1.º: †4, ++4, A-Z, Aa-Vv4, Xx6: [16], 356 pp., 1 grav.; 2.ª: *-**4, A-Z, Aa-Zz, Aaa-Eee4, Fff6, Ggg-Zzz4, Aaaa-Dddd4; [16], 582, [2] pp.: il.; 290 mm. Encadernação inteira de pele da época, cansada; corte das folhas carminado; algumas manchas; gravura aparada quase até à face, com uma pequena perda de suporte no canto inferior direito. Os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho implantaram-se em Portugal no século XII, conciliando vida comum, observância regular e ministério pastoral. O mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131/32), com S. Teotónio como primeiro prior, tornou-se o principal foco intelectual e espiritual da Ordem, com escola e scriptorium que forneceram quadros à chancelaria régia e à cultura letrada do novo reino. Em Lisboa, São Vicente de Fora, fundado após a conquista de 1147, assumiu grande centralidade e, a partir do século XVI, integrou as correntes reformistas ligadas à observância lateranense, reforçando disciplina, estudos e ação paroquial. Entre a Idade Média e o Antigo Regime, os cónegos regularam uma rede de casas de perfil marcadamente urbano e docente, com peso na liturgia, pregação e governo eclesiástico, até à extinção geral das ordens em 1834. A Chronica de Nicolau de Santa Maria (Lisboa, 1668) é o grande repositório impresso dessa memória: reúne origens, privilégios e biografias, oferecendo um quadro de conjunto da presença dos Regrantes na vida religiosa portuguesa. Obra estimada e rara, ilustrada com uma gravura gravada por João Baptista em 1669. ¶ Inocêncio, v. 6, p. 288; Barbosa, v.3, p. 495; Pinto Matos, 562; Dic. Iconografia, 3, p. 299