Leilão Bidspirit | Novae Palmae civitas. Colónia, c.
Novae Palmae civitas. Colónia, c. 1598. - [NOVA PALMAE CIVITAS]. Nova Palmae civitas in patria Foroiuliensi ad maris Adriatici ostium contra Barbarorum incursum à Venetis aedificata. Georg BRAUN; Frans HOGENBERG (eds.). [Colónia, Georg Braun & Frans Hogenberg, c. 1598]. Gravura; 425 × 535 mm (folha). Notável planta da cidade-fortaleza ideal de Palmanova, na região do Friuli, representada como fortificação estrelada de nove baluartes, rodeada por fosso contínuo e glacis, com três portas ligadas ao exterior por estradas rectilíneas. O interior organiza-se em malha radial e concêntrica, com ruas que convergem para uma praça central dominada por torre ou cidadela; os quarteirões e edifícios estão numerados, correspondendo a legenda tipográfica no verso. No canto inferior esquerdo, cartela de título com a designação latina; no inferior direito, cartela com descrição das dimensões e sistema defensivo (número de baluartes, largura e profundidade dos fossos, diâmetro total da praça). Nos cantos superiores, dois medalhões com brasões. Verso impresso em latim sob o cabeçalho NOVAE PALMAE CIVITAS ANNO SALUTIS M.D.XCV. A FLORENTISSIMA VENETORUM REIP. AEDIFICATA , com texto descritivo e lista dos nove “propugnacula”, paginado “68”, pertencente ao tomo V do Civitates orbis terrarum . Palmanova foi projectada a partir de 1593 como cidade ideal renascentista e praça-forte fronteiriça da República de Veneza, destinada a conter as incursões otomanas e, mais tarde, a defender a fronteira contra os Habsburgos; o seu plano estrelado, atribuído a Vincenzo Scamozzi, tornou-se um dos paradigmas europeus de urbanismo militar da época moderna.