Leilão Bidspirit | SANTA CATARINA (Lucas de). ANATOMICO
SANTA CATARINA (Lucas de). ANATOMICO Jocoso, que em Diversas Operaçoens Manifesta a Ruindade do Corpo Humano, para Emenda do Vicioso. Lisboa. 1755 - SANTA CATARINA (Lucas de) ANATOMICO Jocoso, que em Diversas Operaçoens Manifesta a Ruindade do Corpo Humano, para Emenda do Vicioso . Consta de varias obras em Proza, que muitos copiarão pela grande estimação, e applauso tributado por todo este Reino; os quaes se expõem ao publico para divertimento dos curiosos, e desejosos de ouvirem as Obras de tão famigerado autor [...] pelo Padre Fr. Francisco Rey de Abreu Matta Zeferino. Lisboa: Na Officina do Doutor Manoel Alvarez Solano & Herd. António Pedrozo Galram, 1755. 4 [de 5] v.; 1: [44], 570 [aliás 470] pp.; 2: [48], 480 pp.; 3: [28], 590 pp.; [10], 567 pp.; 200 mm. Segundo volume inteira de pergaminho da época com pequenos cortes de traça, por vezes afectando o texto sem prejuízo da leitura; restantes volumes uniformemente encadernados em inteira de pele com títulos e ferros a ouro nas lombadas, cansadas; primeiro volume com cortes de traça marginais no é nos cadernos Pp a Tt; terceiro volume com cortes de traça afectando o texto, sem prejuízo na leitura, no caderno Lll; e volume quarto com o último fólio fac-similado. O Anatomico Jocoso integra-se na tradição setecentista da sátira moral, onde o riso, o exagero e a caricatura funcionam como instrumentos de censura dos vícios humanos. Sob a metáfora da “anatomia”, a obra propõe um desvendamento jocoso da ruindade do corpo humano , entendida não apenas no plano físico, mas sobretudo como reflexo dos comportamentos e costumes sociais do seu tempo. A escrita desenvolve-se em forma miscelânica, com grande peso de peças breves e de carácter epistolar, próximas da literatura de folheto e da sociabilidade urbana lisboeta de meados do século XVIII. Esta estrutura fragmentária e viva explica a popularidade da obra e o seu interesse enquanto testemunho da linguagem, do humor e das práticas culturais da época. A obra foi publicada num total de 5 volumes. Os dois primeiros volumes, foram publicados originalmente em Madrid, 1752 e 1753, e o terceiro em 1753 em Lisboa, tendo saído depois uma nova edição completa, com os volumes 1 a 5 em 1755. Inocêncio nunca conheceu nenhuma colecção completa e Samodães regista no seu catálogo os dois primeiros da primeira edição e mais os volumes 1 a 3 da segunda e terceira. Do que fomos capazes de apurar, foram publicadas as reedições do 1.º ao 3.º volumes em 1755, havendo registo de uma segunda edição do 3.º volume em 1758, e as primeiras edições do 4.º e 5.º volumes foram publicadas em 1755. Raro. ¶ Inocêncio, v.5, p. 202 e 463; v. 13, p. 321; Samodães, 3004