Leilão Bidspirit | PINTO (Fr. Heitor). SEGUNDA Parte
PINTO (Fr. Heitor). SEGUNDA Parte dos Dialagos da Imagem da Vida Christam. Em Lisboa. 1593 - PINTO (Fr. Heitor) SEGUNDA Parte dos Dialagos da Imagem da Vida Christam . O primeiro he da tranquilidade da vida. O segundo da discreta ignorancia. O terceiro das verdadeira amizade. O quarto das causas. O quinto dos verdadeiros e falsos bẽs. Compostos per Frey Hectos Pinto frade Ieronymo, doctor em sancta Theologia. Agora novamente impressos com licẽça do Supremo Conselho da Santa Inquisição & do Ordinario. Em Lisboa: Em casa de Simão Lopez, 1593. ¶8, A-Z, Aa-Zz8, Aaa4; [8], 372 ff.; 160 mm. Encadernação com lombada e cantos em pele não contemporânea; ligeiramente aparado; ocasionais cortes de traça marginais; acidez; manchas. Quarta edição da segunda parte da Imagem da Vida Cristã , uma das mais relevantes obras de espiritualidade e prosa didáctica do século XVI português, composta por Frei Heitor Pinto (c.1528–1584). Publicada em Lisboa em 1593, esta Segunda Parte dos Diálogos da Imagem da Vida Christam dá continuidade à obra iniciada com a primeira parte, impressa pela primeira vez em Coimbra em 1563. Esta obra propõe uma reflexão profunda sobre a vida cristã, a virtude, a preparação para a morte e os desafios espirituais do homem do Renascimento. Fiel à tradição ascética e moralizante da época, Frei Heitor Pinto – monge jerónimo e figura de grande prestígio intelectual – combina erudição clássica, referências patrísticas e uma retórica cuidada, pondo a prosa portuguesa ao serviço da doutrina e da introspecção religiosa. Esta edição de 1593 é a quarta tiragem desta segunda parte, sucedendo às edições de 1571, 1575 e 1591, sinal do êxito e da influência que a obra granjeou ao longo do século XVI. As duas partes da Imagem da Vida Cristã circularam amplamente, sendo lidas tanto por eclesiásticos como por leigos devotos, e contribuíram para a consolidação de um modelo de espiritualidade cristã profundamente enraizado na cultura portuguesa do período pós-tridentino. ¶ Anselmo, 799; Inocêncio, v. 3, p. 175