Leilão Bidspirit | CANCIONEIRO GERAL. Lisboa. 1950-1958.
CANCIONEIRO GERAL. Lisboa. 1950-1958. - CANCIONEIRO GERAL . Colecção de poesia portuguesa contemporânea. Lisboa: Centro Bibliográfico; Publicações Europa-América, 1950-1958. 21 [de 22] v.; 19 cm. Brochados; dedicatórias autógrafas nos volumes O Riso Dissonante de Mário Dionísio, Esta Terra Que É a Nossa (1952) e Canções do Vento (1957) de Antunes da Silva. Conjunto de 21 volumes (com falta do n.º 17) da colecção ”Cancioneiro Geral”, publicada em Lisboa pelo Centro Bibliográfico e, nos volumes finais, pelas Publicações Europa-América, entre 1950 e 1958. A colecção constitui um dos vectores editoriais mais significativos da segunda vaga do neorrealismo português, tendo vários dos seus títulos sido sujeitos a intervenção dos Serviços de Censura. O conjunto reúne algumas das primeiras edições mais importantes da poesia portuguesa do período: Os Amantes sem Dinheiro (1950) e As Palavras Interditas (1951) de Eugénio de Andrade, obras de formação de um dos poetas mais traduzidos da língua portuguesa no século XX; Terra de Harmonia (1950) de Carlos de Oliveira, um dos pilares do neorrealismo; O Riso Dissonante (1950) de Mário Dionísio; As Evidências (1955) de Jorge de Sena, sequência de vinte e um sonetos de um dos maiores poetas e críticos literários portugueses do século; e Últimos Versos (1953) de Teixeira de Pascoaes, o único título da colecção de um poeta da geração anterior, cuja presença sublinha a amplitude estética da série. Três volumes apresentam dedicatórias autógrafas dos respectivos autores: O Riso Dissonante de Mário Dionísio, Esta Terra Que É a Nossa (1952) e Canções do Vento (1957) de Antunes da Silva. Conjunto de invulgar extensão e muito difícil de reconstituir. O volume ausente é o n.º 17: Orlando da Costa, Sete Odes do Canto Comum (1955). Títulos presentes no conjunto, por ordem de publicação: 1. Armindo Rodrigues, Retrato de Mulher (1950); 2. Eugénio de Andrade, Os Amantes sem Dinheiro (1950); 3. Carlos de Oliveira, Terra de Harmonia (1950); 4. Mário Dionísio, O Riso Dissonante (1950), com dedicatória autógrafa do autor; 5. Armindo Rodrigues, Beleza Prometida (1950); 6. José Fernandes Fafe, A Vigília e o Sonho (1950); 7. Armindo Rodrigues, Dez Odes ao Tejo (1951); 8. Eugénio de Andrade, As Palavras Interditas (1951); 9. Ilse Losa, Grades Brancas (1951); 10. Orlando da Costa, A Estrada e a Voz (1951); 11. Antunes da Silva, Esta Terra Que É a Nossa (1952), com dedicatória autógrafa do autor; 12. Orlando da Costa, Os Olhos Sem Fronteira (1953); 13. Teixeira de Pascoaes, Últimos Versos (1953); 14. Pedro da Silveira, A Ilha e o Mundo (1953); 15. Jorge de Sena, As Evidências (1955); 16. António José Fernandes, Ainda Não É Tarde (1955); 18. Vasco Costa Marques, Poesia dos Dias Úteis (1956); 19. Antunes da Silva, Canções do Vento (1957), com dedicatória autógrafa do autor; 20. Maria Manuela Margarido, Alto Como o Silêncio (1957); 21. Egito Gonçalves, A Viagem Com o Teu Rosto (1958); 22. Carlos Monteiro dos Santos, Poemas de Sequência (1958).