Leilão Bidspirit | MELO E CASTRO (E. M.
MELO E CASTRO (E. M. de). [HIEROGLIFOS FRACTAIS E RETRATO EM PERFORMANCE]. S.l. s.d. [c. 1998-2005]. - MELO E CASTRO (E. M. de) [HIEROGLIFOS FRACTAIS E RETRATO EM PERFORMANCE] . S.l.: s.n., s.d. [c. 1998-2005]. 2 ff.: il.; 300×210 mm. Conjunto de duas folhas de E. M. de Melo e Castro (Covilhã, 1932 - São Paulo, 2020), um dos fundadores e principais teóricos da poesia experimental portuguesa, co-organizador dos dois cadernos antológicos de Poesia Experimental (1964, 1966) e co-organizador, com Ana Hatherly, do volume fundador PO.EX: Textos Teóricos e Documentos da Poesia Experimental Portuguesa (1981). A partir dos anos 1980, Melo e Castro explorou progressivamente as potencialidades expressivas da tecnologia digital, desenvolvendo a «infopoesia» e a videopoesia como extensões naturais da sua prática experimental. A electrografia «Hieroglifos Fractais» (1998) apresenta seis formas geométricas abstractas geradas por computador - pena, ampulheta, espiral, grelha, traços paralelos, leque -, cuja morfologia evoca simultaneamente signos de escrita pré-histórica e padrões fractais matemáticos. O título articula dois mundos: o hieróglifo como escrita anterior à separação entre imagem e texto, e o fractal como estrutura matemática auto-similar à escala - síntese característica da poética de Melo e Castro, onde a letra, a imagem e o número convergem num único gesto. O retrato fotográfico documenta o autor em situação de performance ou leitura pública, com papéis em cena ao microfone, imagem recorrente nos registos das suas aparições públicas a partir dos anos 1980. Conjunto estimado.