Leilão Bidspirit | MARQUES (José-Alberto). [PLAQUETE TRÍPTICA: «CLICHÉ
MARQUES (José-Alberto). [PLAQUETE TRÍPTICA: «CLICHÉ 9», «DOIS FRAGMENTOS DE UMA EXPERIÂNCIA» E «HOMEÓSTATO: 1»]. Lisboa. 1966. - MARQUES (José-Alberto) [PLAQUETE TRÍPTICA: «CLICHÉ 9», «DOIS FRAGMENTOS DE UMA EXPERIÂNCIA» E «HOMEÓSTATO: 1»] . Poemas: «Cliché 9»; «Dois Fragmentos de uma Experiância» (assinalado «josé-alberto marques»); «Esqueleto-Poema-Matriz ou Fragmento de: o poema experiânsia ou o poema-experiância»; «Homeóstato: 1» (datado «março 65», dedicado «para a célia»). In: Poesia Experimental: 2.º Caderno Antológico. Lisboa, 1966. Org. António Aragão, E. M. de Melo e Castro e Herberto Helder. Lisboa: s.n., 1966. 1 ff. tríptico (2 dobras); 440×270 mm. (fechado: 270×145 mm.) Plaquete tríptica extraída do 2.º Caderno Antológico de Poesia Experimental (Lisboa, 1966), organizado por António Aragão, E. M. de Melo e Castro e Herberto Helder, reunindo exclusivamente textos de José-Alberto Marques (Abrantes, 1939 - 2024), poeta e ensaísta que participou nos dois cadernos antológicos de Poesia Experimental (1964, 1966) e em Operação 1 (1967), e que co-organizou com E. M. de Melo e Castro a Antologia da Poesia Concreta em Portugal (Assírio & Alvim, 1973). A plaquete apresenta quatro textos distintos. «Cliché 9» é um poema concreto visual com disposição em espelho e rotação de sintagmas, explorando a simetria e a inversão como operadores semânticos. «Dois Fragmentos de uma Experiância» reúne dois poemas de escrita contínua sem espaços nem pontuação, que dissolvem a sintaxe numa corrente de consciência tipograficamente homogénea. O «Esqueleto-Poema-Matriz» é um texto teórico-poético que propõe ao leitor a possibilidade de preencher espaços vazios e reestruturar o poema «consoante as determinantes da sua sensibilidade», antecipando a poética participativa e combinatória que caracteriza toda a obra de Marques. «Homeóstato: 1», datado de Março de 1965 e dedicado «para a célia», é o primeiro e mais célebre dos seus homeóstatos: um poema espacial em que o verso «sem luz. a noite acontece. ventre escuro. sombra: neve. alguém: oleu grito» se vai fragmentando e dispersando pela página até à dissolução quase total, numa representação visual do silêncio e do esvaziamento progressivo do sentido. O «Homeóstato: 1» foi também publicado em Operação 1 (1967) e em antologias subsequentes, tornando-se uma das peças canónicas da poesia concreta portuguesa. Documento de arquivo de importância máxima. Muito raro.