Leilão Bidspirit | PEIXINHO (Jorge). MÚSICA e Notação.


PEIXINHO (Jorge). MÚSICA e Notação. Lisboa. 1966. - PEIXINHO (Jorge) MÚSICA e Notação . Separata de: Poesia Experimental: 2.º Caderno Antológico. Lisboa: Cadernos de Hoje / A. Aragão, 1966. Org. António Aragão, E. M. de Melo e Castro e Herberto Helder. Inclui: texto ensaístico «Música e Notação»; Ex. 2 (partitura de notação gráfica); Ex. 4 (partitura circular); Ex. 12 (partitura de «Diafonia-a», obra encomendada pela Fundação Calouste Gulbenkian, para harpa, celesta, canto, trompete, 1.ª e 2.ª violinos, viola, violoncelo e contrabaixo); Ex. 14 (partitura de «Antifona», para conjuntos múltiplos). Lisboa: Cadernos de Hoje / A. Aragão, 1966. 12 pp. + 2 ff. trípticas desdobráveis (impressas frente e verso); 270 mm. Separata «Música e Notação» de Jorge Peixinho (Montijo, 1940 - Lisboa, 1995), o mais importante compositor português da segunda metade do século XX, pianista, ensaísta e incansável divulgador da música contemporânea em Portugal. Peixinho estudou composição em Lisboa e posteriormente em Itália com Luigi Nono e Bruno Maderna, e na Basileia com Pierre Boulez, tornando-se o principal intermediário entre a vanguarda musical europeia e o meio português. Em 1970 fundou o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, que dirigiu até à sua morte. A sua participação na audição pictórica de 7 de Janeiro de 1965 na Galeria Divulgação — o acontecimento fundador da arte total portuguesa dos anos 1960, reunindo Aragão, Melo e Castro, Salette Tavares e Manuel Batista — é o ponto de convergência entre a sua trajectória e a da poesia experimental portuguesa. A separata «Música e Notação», publicada como complemento do  2.º Caderno Antológico de Poesia Experimental  (1966), é um ensaio sobre os fundamentos e as implicações culturais da notação musical contemporânea, acompanhado de exemplos em partitura que ilustram os novos sistemas de notação gráfica então em desenvolvimento. Os exemplos incluem partituras de notação gráfica não convencional (Ex. 2 e Ex. 4, com pauta circular), um excerto de «Diafonia-a» - obra encomendada pela Fundação Calouste Gulbenkian para ensemble de câmara - e uma página de «Antifona», para conjuntos múltiplos. As partituras são simultaneamente documentos musicológicos e objectos visuais de grande força plástica, na fronteira entre a escrita musical e a poesia visual. Documento de arquivo de importância máxima para a história da música contemporânea e da poesia experimental portuguesas. Muito raro.