Leilão Bidspirit | MELO (Francisco Manuel de). CARTAS


MELO (Francisco Manuel de). CARTAS FAMILIARES de D. Francisco Manoel. Lisboa. 1752. - MELO (Francisco Manuel de) CARTAS FAMILIARES de D. Francisco Manoel . Escritas a Varias pessoas sobre assumptos diversos; Recolhidas, e publicadas em cinco Centurias por Antonio Luiz de Azevedo [...]. Lisboa: Na Offic. dos Herd. de António Pedrozo Galram, 1752. [ ]4, §-§§4, A-Z4, Aa-Zz4, Aaa-Zzz4, Aaaa4; [24], 560 pp.; 205 mm. Encadernação inteira de pele da época, um pouco cansada; ligeiramente aparado; acidez; inscrições de posse coevas; cadernos FF, GG e Hh fora de ordem, mas presentes; completo. Segunda edição, impressa quase noventa anos após o aparecimento da primeira, dada ao prelo em Roma no ano de 1664. D. Francisco Manuel de Melo (Lisboa, 23 de Novembro de 1608 - Lisboa, 13 de Outubro de 1666) foi um dos mais insignes escritores portugueses do século XVII, polígrafo de vastíssima obra em português e em castelhano. Filho de família nobre com ligações às cortes de Lisboa e Madrid, estudou no Colégio de Santo Antão dos jesuítas, seguiu carreira militar e participou nas campanhas das Guerras dos Trinta Anos. Acusado de cumplicidade num homicídio, foi preso e detido por mais de onze anos, sofrimento que tentou por todas as vias remediar, chegando a interessar em seu favor el-rei Luís XIII de França. Após o degredo temporário para o Brasil (1655-1658), onde redigiu parte dos seus Apólogos Dialogais , regressou à Europa, fez uma digressão à Itália e assistiu em Roma alguns anos, publicando ali em 1664 as Cartas Familiares  - a sua última obra impressa em vida, pois faleceu em Lisboa no ano seguinte ao regresso. As Cartas Familiares  reúnem a quase totalidade da sua correspondência, além de crítica literária, cartas de dedicatória, assuntos de diplomacia e política, estudos históricos e grande quantidade de cartas de cortesia e de pêsames, distribuídas em cinco centúrias. São obra fundamental para o conhecimento da sociedade portuguesa e da visão do mundo dos seiscentos, e constituem um dos mais expressivos documentos do epistolário barroco peninsular, tendo Melo correspondência com Francisco de Quevedo, Manuel de Faria e Sousa, Jacinto Freire de Andrade e numerosos outros vultos das letras e da política ibérica. Raro e muito estimado. ¶ Inocêncio, v. 2, p. 442