Leilão Bidspirit | FERREiRA (António). LUZ Verdadeyra, e


FERREiRA (António). LUZ Verdadeyra, e Recopilado Exame de Toda a Cirurgia. Lisboa. 1705. - FERREiRA (António) LUZ Verdadeyra, e Recopilado Exame de Toda a Cirurgia . Acrecentado nesta Quarta Impressam com huma Nova Pratica do mesmo Author, com todos os accidentes, que podem sobrevir às feridas. Lisboa: Na Officina de Valentim da Costa Deslandes, Impressor de Sua Magestade, 1705. [20], 528 [aliás 568] pp.; 290 mm. Encadernação inteira de pele da época; acidez; alguns cortes de traça na margem inferior, sem afectar o texto; corte das folhas carminado. Quarta impressão, acrescentada com a  Nova Pratica de Cirurgia do mesmo autor. António Ferreira (Lisboa, 1616 - 1679) estudou em Coimbra, onde praticou anatomia e cirurgia. Indigitado para uma comissão em Tânger aquando de uma epidemia, o êxito da sua actuação foi tal que D. João IV lhe concedeu a mercê de Cirurgião da sua Real Câmara; desempenhou também o cargo de cirurgião do Hospital Geral e Real e dos cárceres do Tribunal do Santo Ofício, e foi incumbido de acompanhar a rainha de Inglaterra, D. Catarina de Bragança, a Londres em 1662, onde adquiriu novos conhecimentos. É considerado, ao lado de António da Cruz, o mais notável cirurgião português. A Luz Verdadeyra , da qual se fizeram cinco edições, foi aumentada com uma Adição breve e tratado novo em que se faz menção do modo com que se deve haver o cirurgião e com a Nova prática e teórica de cirurgia . A primeira edição saiu em Lisboa, por Domingos Carneiro, em 1670; a segunda na Officina de Miguel Deslandes em 1683; a terceira por João Galrão em 1693; a presente quarta impressão, de 1705, saiu na Officina de Valentim da Costa Deslandes - filho do impressor da segunda edição - e é a primeira a incorporar a Nova Pratica como parte integrante da obra, aumentando significativamente o texto. A quinta e última edição saiu por Joseph Filippe em 1757. A obra, com erros de paginação habituais nas diferentes impressões (a paginação correcta é 568 e não 528 como indicado), apresenta frontispício impresso a negro e vermelho com o escudo real português. A BNP regista dois estados tipográficos distintos desta quarta impressão de 1705, diferenciáveis por variantes nas vinhetas e ornamentos tipográficos. Raro e estimado. ¶ Inocêncio, I, 142 e XXII, 269; Barbosa, I, 274 e II, 541