Leilão Bidspirit | GARAU (P. Francisco). EL SABIO
GARAU (P. Francisco). EL SABIO INSTRUIDO DE LA NATURALEZA, En Quarenta Maximas Politicas, y Morales. En Lisboa. 1687. - GARAU (P. Francisco) EL SABIO INSTRUIDO DE LA NATURALEZA, En Quarenta Maximas Politicas, y Morales . Ilustradas con todo genero de erudicion sacra, y humana, por el R. P. Francisco Garau [...] Sacale a Luz Jacinto Dou [...]. En Lisboa: En la Imprenta de Theotonio Craesbeeck de Mello, 1687. 2 v. em 1.; [20], 278, [8] pp.; [8], 368, [10] pp.; 300 mm. Encadernação inteira de pele da época, cansada; acidez; ocasionais picos de traça marginais. Edição de Lisboa, reunindo em conjunto as duas primeiras partes do ciclo emblemático do P. Francisco Garau: El Sabio Instruido de la Naturaleza en Quarenta Máximas Políticas y Morales (cuja primeira edição surgiu em Barcelona, por António Ferrer, em 1675) e El Olimpo del Sabio Instruido de la Naturaleza , segunda parte das máximas (cuja primeira edição saiu em Barcelona em 1681). Francisco Garau (Gerona, 1640 - Barcelona, 1701) foi jesuíta gerundense de cultura e engenho notáveis, dedicado ao ensino das humanidades e da teologia em vários colégios da Companhia, onde gozou de grande reconhecimento no seu tempo. No panorama da literatura espanhola, os livros de Garau, abundantes e de notável fortuna editorial a julgar pelas suas sucessivas edições desde o momento da sua publicação até à terceira década do século XVIII, não são fáceis de definir e contextualizar. A estratégia seguida por Garau para que o seu homem sábio fique instruído pela natureza integra-se plenamente na máquina retórica emblemática, pois ao seu juízo «é cada natureza das criaturas um hieróglifo e em cada hieróglifo se cifra um documento de bem viver». O jesuíta desenvolve na obra um conjunto de quarenta fábulas inspiradas em Esopo, às quais denomina «ficções», com a finalidade moral de proporcionar ao leitor «ribeira cheia de pedras limpas para atirar contra o Golias do pecado». A segunda parte, o Olimpo , apresenta máximas homólogas de natureza análoga. A presente edição de Lisboa foi impressa por Theotonio Craesbeeck de Mello, impressor régio, a expensas do livreiro António Leite Pereira, e é a única edição portuguesa do conjunto. Estimada e invulgar em edição portuguesa.