Leilão Bidspirit | LIVRO para as Contas da
LIVRO para as Contas da Irmandade das Almas da Freguesia de Rio Tinto. Rio Tinto. 1780-1789. - LIVRO para as Contas da Irmandade das Almas da Freguesia de Rio Tinto . Contas que dam o Thezoureiro e Mordomos das Almas da Freg.ª de S. Christovão de Rio Tinto. Rio Tinto, 1780-1789. manuscrito sobre papel; 43 ff. numerados à mão; pasta em pergaminho da época com título manuscrito na capa; 300 mm. Livro de contas da Irmandade das Almas da Freguesia de S. Cristóvão de Rio Tinto, cobrindo os anos de 1780 a 1789, em estado de conservação que permite a leitura integral do texto. Encadernado em pergaminho da época, com o título e data inscrito na capa: «Livro para as Contas da Irmandade das Almas da Freguesia de Rio Tinto. Anno de 1780». O manuscrito regista anualmente as contas de receita e despesa apresentadas pelo tesoureiro e mordomos da irmandade, seguindo o formulário habitual das confrarias portuguesas setecentistas: arrolamento dos mordomos em exercício, receitas provenientes da venda de géneros agrícolas - milho, centeio, trigo, linho - arrecadados como esmolas ou rendas, e receitas em dinheiro; despesas com sufrágios, missas, ofícios de defuntos e outras obrigações cultuais da irmandade. Os nomes dos mordomos variam de ano para ano, reflectindo a rotatividade anual do cargo, e constituem um elenco de famílias da freguesia de Rio Tinto ao longo da década de 1780. O livro regista ainda, para o ano de 1789, um pedido formulado pelos mordomos ao Provedor para autorização de levantamento de dinheiro do depósito da irmandade com o fim de adquirir um sino para fazer os sinais aos irmãos da confraria e mais funerais da freguesia. As irmandades das almas, instituições de devoção e assistência de grande implantação nas paróquias portuguesas do Antigo Regime, tinham por missão principal assegurar sufrágios pelos irmãos defuntos e, em geral, pelas almas do purgatório; a sua gestão financeira, assente na arrecadação de géneros e dinheiro e na sua aplicação em culto e assistência fúnebre, é exactamente o que este livro documenta para a década de 1780 na freguesia de Rio Tinto. As páginas apresentam rubrica de supervisão de autoridade eclesiástica ou civil no canto superior, testemunhando o controlo institucional a que as contas das irmandades estavam sujeitas pelo Juízo dos Resíduos e Capelas. Documento de interesse para a história local de Rio Tinto e para o estudo das irmandades e da vida religiosa paroquial portuguesa no período pombalino e mariano.