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[D. JOSÉ I / BENTO XIV]. TERRAMOTO DE 1755 — Reconstrução, Crédito e Sindicâncias. Portugal, 1756–1760. - [D. JOSÉ I / BENTO XIV] TERRAMOTO DE 1755 — Reconstrução, Crédito e Sindicâncias . 5 diplomas: 1 Letras Apostólicas (1756), 3 Decretos régios (1756–1759), 1 Ordem régia (1760); Portugal e Santa Sé, 1756–1760. Folhas soltas. Conjunto de cinco diplomas que documentam as respostas jurídicas, financeiras e eclesiásticas ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, a maior catástrofe natural da história de Lisboa. O sismo destruiu grande parte da capital, eliminou arquivos e documentos de toda a ordem, perturbou profundamente a actividade comercial e financeira e exigiu uma acção legislativa urgente e multifacetada por parte da Coroa e da própria Santa Sé. 25 Ago 1756 (Bento XIV) — Letras Apostólicas do Papa Bento XIV sobre a reedificação das paróquias e igrejas de Lisboa após o terramoto; autorização pontifícia para as medidas eclesiásticas necessárias à reconstrução do tecido religioso da cidade. 22 Mar – 13 Jul 1756 (D. José I) — Colectânea de três decretos régios ao Conselho da Fazenda para exame do estado dos cofres e armazéns do Reino após o terramoto; primeiras medidas de levantamento do dano patrimonial da Coroa. c. 1756 (D. José I) — Considerando as ruínas de cabedais e créditos causadas pelo terramoto, consolida a boa fé no comércio e determina medidas para afastar fraudes aproveitadas pela confusão geral; resposta legislativa à crise comercial e financeira pós-sismo. 23 Jun 1759 (D. José I) — Determina sindicância a Tesoureiros e Almoxarifes impossibilitados de apresentar papéis em razão do terramoto; o Chanceler Pedro Gonçalves Cordeiro preside à diligência de prestação de contas. 28 Out 1760 (D. José I) — Ordena que os interessados nos terrenos da Praça do Rocio e do Terreiro do Paço se apresentem para os processos de reconstrução; diploma inserido no plano de reconstrução pombalina da Baixa de Lisboa. O conjunto reúne diplomas de natureza e origem diversas — pontifical, financeira, comercial, judicial e urbanística —, todos convergindo na resposta à mesma catástrofe. Documentação de primeiro plano para o estudo do terramoto e das suas consequências institucionais.