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[D. JOSÉ I / D. MARIA I]. CENSURA DE LIVROS E REAL MESA CENSÓRIA — Criação, Competências e Proibições. Portugal, 1768–1787. - [D. JOSÉ I / D. MARIA I] CENSURA DE LIVROS E REAL MESA CENSÓRIA — Criação, Competências e Proibições . 5 diplomas: 1 Alvará de criação, 1 Alvará de ampliação de competências, 3 Editais de proibição; Portugal, 1768–1787. Folhas soltas. Conjunto de cinco diplomas sobre a censura régia de livros e publicações, desde a criação da Mesa de Censores Régios em 1768 até à consolidação da Real Mesa Censória como único tribunal competente em matéria de fé e livros. A transferência da censura da Inquisição para um tribunal régio foi uma das peças centrais da política regalista pombalina, que visava subordinar ao controlo do Estado todas as funções que a Igreja exercia sobre a circulação das ideias. 5 Abr 1768 (D. José I) — Criação da Mesa de Censores Régios com jurisdição privativa e exclusiva para exame, aprovação e reprovação de livros e papéis a introduzir no Reino; marco fundador da censura régia em Portugal. 10 Nov 1768 (D. José I) — Edital da Real Mesa Censória proibindo o livro Magdalena, Peccadora, Amante, e Penitente , tradução de Anton Julio Brognole Sale com adições; um dos primeiros actos de censura do novo tribunal. 12 Dez 1769 (D. José I) — Edital da Real Mesa Censória ordenando a entrega, no prazo de 30 dias, de todos os livros proibidos de qualquer edição; acompanhado de lista de obras proscritas. 30 Abr 1772 (D. José I) — Edital da Real Mesa Censória condenando o papel Juízo da verdadeira casa do Terremoto , relativo ao terramoto de 1 de Novembro de 1755; exemplo da censura de literatura profética e não-ortodoxa. 21 Jun 1787 (D. Maria I) — Alcançada ampla comissão da Sede Apostólica, toda a jurisdição de censura de livros e dogmas da Fé passa para a Real Mesa Censória, renomeada; reforço definitivo da soberania régia sobre a censura em detrimento da Inquisição. O conjunto articula as dimensões normativa (criação e ampliação do tribunal) e executiva (editais de proibição) da censura régia, constituindo documentação de primeira mão para o estudo da história da leitura e do controlo ideológico em Portugal na segunda metade do século XVIII.