Leilão Bidspirit | BERRY (Jean de France, Duc
BERRY (Jean de France, Duc de). LES GRANDES Heures de Jean de France, Duc de Berry. Paris. 1971. - BERRY (Jean de France, Duc de) LES GRANDES Heures de Jean de France, Duc de Berry . Bibliothèque Nationale, Paris. Ms. lat. 919. Introduction et légendes par Marcel Thomas, Conservateur en chef du Cabinet des Manuscrits, Bibliothèque Nationale. Paris: Draeger Frères / Vilo, 1971. XX pp., 110 ff., [12] pp.: il.; 430 mm. Encadernação editorial com sobrecapa. Edição fac-similada em grande fólio das iluminuras das Grandes Heures de Jean de France, Duc de Berry (BnF, ms. lat. 919), com introdução e legendas de Marcel Thomas, então Conservador-Chefe do Gabinete de Manuscritos da Bibliothèque Nationale. A edição Draeger de 1971 é considerada uma das mais fiéis e belas reproduções deste manuscrito. Jean de France, Duc de Berry (1340-1416), irmão de Carlos V de França, foi o maior mecenas e coleccionador de manuscritos iluminados da Europa medieval, possuindo no final da vida cerca de 300 manuscritos de géneros os mais variados. As Grandes Heures foram encomendadas por volta de 1407 e concluídas em 1409, segundo inscrição do seu secretário Nicolas Flamel no primeiro fólio de guarda. O inventário da livraria do Duque, redigido em 1413, atribui a iluminura a Jacquemart de Hesdin - pintor ao serviço do Duque entre 1384 e 1413 - em colaboração com o Pseudo-Jacquemart, o Mestre de Boucicaut e o Mestre do Duque de Bedford. Na morte do mecenas, o manuscrito foi descrito como «umas muito grandes e muito belas e ricas Horas, muito notavelmente iluminadas e historiadas com grandes histórias». As grandes miniaturas a página inteira - aproximadamente quarenta e cinco no total - foram retiradas do códice em data desconhecida. Apenas uma sobrevive: o Portement de Croix de Jacquemart de Hesdin, adquirido pelo Louvre em 1930 (RF 2835). O manuscrito conserva hoje vinte e quatro miniaturas de alegorias bíblicas no calendário, vinte e oito miniaturas ilustrando o texto, cinco retratos do Duque, e uma riquíssima decoração de margens com os emblemas heráldicos do mecenas - o urso, o cisne e o monograma VE entrelacado. O manuscrito passou, após a morte do Duque, para Luís XII de França e integra a Bibliothèque nationale desde o Antigo Regime. Muito procurado.