Leilão Bidspirit | TEIXEIRA ALBERNAZ (João), o Velho.


TEIXEIRA ALBERNAZ (João), o Velho. ATLAS do Estado do Brasil, Coligido das Mais Certas Notícias que pode Ajuntar Dom Jerónimo de Ataíde. Rio de Janeiro. 1997. - TEIXEIRA ALBERNAZ (João), o Velho ATLAS do Estado do Brasil, Coligido das Mais Certas Notícias que pode Ajuntar Dom Jerónimo de Ataíde . Por João Teixeira Albernaz, Cosmógrafo de Sua Majestade, Anno 1631. Edição fac-similada do manuscrito da Mapoteca do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Rio de Janeiro). Texto de Maria Clara Mariani; projecto e reprodução fotográfica de Humberto Moraes Franceschi. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira S.A., 1997. [4] ff., 36 gravs.; 640×410 mm. Folhas soltas em estojo editorial em tela. Edição fac-similada integral do atlas manuscrito de 1631, conservado na Mapoteca do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Rio de Janeiro), reproduzido a cores com autorização daquele Ministério para o Banco BBM S.A. As cartas originais, aguareladas sobre papel de trapo, obedecem ao formato de 68 × 44 cm. João Teixeira Albernaz I (Lisboa, c. 1575 - c. 1662), o mais prolífico cartógrafo português do século XVII, pertenceu a uma destacada família de cartógrafos: era filho de Luís Teixeira, irmão de Pedro Teixeira Albernaz, e avô de João Teixeira Albernaz II. A família estendeu a sua actividade desde meados do século XV até finais do XVIII. Albernaz I obteve Carta de Ofício a 29 de Outubro de 1602, examinado pelo Cosmógrafo-Mor João Baptista Lavanha, e foi nomeado cartógrafo da Casa da Mina e Índia em 1605. É autor de dezenove atlas e duzentas e quinze cartas, com particular incidência no Brasil. O Atlas do Estado do Brasil de 1631 foi encomendado por D. Jerónimo de Ataíde, donatário da Capitania de Ilhéus, com o propósito de atrair investimentos para a sua capitania e alertar a nobreza portuguesa para a vasta extensão de terras ameaçadas pelo despovoamento e pela crescente pressão holandesa no litoral nordestino. As trinta e seis cartas cobrem o território brasileiro desde a foz do Amazonas até ao estuário do Rio da Prata, representando as capitanias e os seus recursos, com particular atenção à indústria açucareira e aos padrões de demarcação entre Portugal e Espanha. Cada carta exibe cartelas para legendas e escudos dos donatários ou da Coroa que se encontram por preencher, conferindo ao conjunto o carácter de obra inacabada de excepcional interesse histórico e iconográfico. Estimado.