Leilão Bidspirit | HOMEM (Lopo), REINEL (Pedro), REINEL


HOMEM (Lopo), REINEL (Pedro), REINEL (Jorge), HOLANDA (António de). ATLAS Miller. Barcelona. 2003. - HOMEM (Lopo), REINEL (Pedro), REINEL (Jorge), HOLANDA (António de) ATLAS Miller . Fac-símile do manuscrito iluminado de c. 1519 conservado na Bibliothèque nationale de France, Paris (Rés. Ge. AA 562). Edição única e irrepetível, limitada a 987 exemplares numerados em algarismos árabes, autenticada por acto notarial de 14 de Novembro de 2003. Exemplar n.º 440. Barcelona: M. Moleiro Editor, S.A., 2003. 5 ff.: il.; 590×415 mm. Estojo próprio em tela. Edição fac-similada do mais célebre atlas portulano da cartografia mundial, conservado na Bibliothèque nationale de France como a sua peça cartográfica mais valiosa. Tiragem única e irrepetível de 987 exemplares numerados em algarismos árabes, acrescida de 77 exemplares em numeração romana destinados à BnF, ao editor e ao Depósito Legal. Cada exemplar é autenticado por acto notarial de fé pública. O Atlas Miller foi criado em Lisboa por volta de 1519, por encomenda do rei D. Manuel I, com a intenção de o oferecer a Carlos V, então rei eleito do Sacro Império Romano-Germânico. O seu propósito era estratégico: demonstrar, pela manipulação deliberada das coordenadas cartográficas, que as ilhas Molucas - e, portanto, o monopólio das especiarias - se encontravam dentro do hemisfério português definido pelo Tratado de Tordesilhas, dissuadindo Carlos V de apoiar a expedição de Magalhães. A manobra não logrou o efeito pretendido: a expedição partiu em 1519, e Magalhães (ou Elcano, após a sua morte) completaria a primeira circum-navegação do globo. O atlas foi adquirido pela Bibliothèque nationale em 1897, integrando a colecção do helenista Emmanuel Miller, do qual recebe o nome. A obra é de autoria colectiva: Lopo Homem, Pedro Reinel e Jorge Reinel (cartógrafos) e António de Holanda (miniaturista), pai do humanista Francisco de Holanda. Compõe-se de 6 fólios soltos de pergaminho pintados de ambos os lados, perfazendo 10 cartas: 8 no formato 41,5 × 59 cm e 2 no formato 61 × 117 cm. Abrange o Atlântico Norte e Sul, o Norte da Europa, os Açores, Madagáscar, o Oceano Índico, a Insulíndia, o Mar da China, as Molucas, o Brasil e o Mediterrâneo. A riqueza das iluminuras - rosas-dos-ventos, figuras alegóricas, flora e fauna exótica, representações de cidades e potentados - faz deste atlas uma obra-prima simultânea da cartografia e da arte da iluminura. A edição completa inclui ainda um volume de comentário de 432 páginas com estudos de Alfredo Pinheiro Marques, Luís Filipe Thomaz e Bernardo Sá Nogueira que não está presente neste exemplar. De muito raro aparecimento.