Leilão Bidspirit | CASTILHO (Alexandre Magno de). ALMANACH


CASTILHO (Alexandre Magno de). ALMANACH de Lembranças Luso-Brasileiro. Lisboa. 1850-1915. - CASTILHO (Alexandre Magno de) ALMANACH de Lembranças Luso-Brasileiro . Fundado e dirigido por Alexandre Magno de Castilho até 1861; continuado pelo sobrinho homónimo até c. 1885; depois por António Xavier de Sousa Cordeiro e seus sucessores. Lisboa: Imprensa de Lucas Evangelista; Tipografia Franco-Portuguesa; Imprensa Nacional [e outros], 1850-1915. 46 v.: il.; 145 mm. Encadernações com lombada em pele da época até ao ano de 1880, em percalina editorial a partir desse volume; acidez; alguns volumes com manchas de humidade. Colecção de 46 volumes do Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro, abrangendo os anos 1851 a 1916, com falta dos anos 1854, 1872, 1881-1884, 1886-1888, 1891, 1898-1900, 1902, 1907-1908 e 1910-1913. O Almanach de Lembranças foi fundado em 1851 por Alexandre Magno de Castilho (Lisboa, 1808 - 1861), matemático e escritor, irmão de António Feliciano de Castilho. Publicado anualmente até 1932, é o mais longevo e mais bem sucedido almanaque literário português, com tiragens que excederam os 20.000 exemplares e difusão em Portugal continental, ilhas, colónias e Brasil. A partir do quinto volume (1855) adoptou a designação de Luso-Brasileiro, reflectindo a abertura sistemática à colaboração de escritores brasileiros - propósito declarado desde o volume inaugural. Após a morte do fundador em 1861, a direcção passou para o sobrinho homónimo, engenheiro hidrográfico e professor da Escola Naval, e mais tarde para António Xavier de Sousa Cordeiro e seus sucessores. Nas suas páginas, por vezes com mais de 500, publicavam-se poesia, prosa, astronomia, meteorologia, horários de transportes, passatempos e correspondência com os leitores. Entre os inúmeros colaboradores contam-se os mais destacados escritores portugueses e brasileiros do século XIX e princípios do XX. Os primeiros volumes foram impressos em Paris e Lisboa; a partir de 1857 a impressão passou maioritariamente para a Imprensa Nacional de Lisboa. Muito procurado.