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[D. JOSÉ I]. COLÉGIO DE NOBRES E ESCOLAS MENORES — Reforma de 1772. 1772. - [D. JOSÉ I] COLÉGIO DE NOBRES E ESCOLAS MENORES — Reforma de 1772 . 1772. 4 diplomas régios: 2 Alvarás, 1 Alvará de Lei, 1 Edital. Conjunto de quatro diplomas da grande reforma do ensino de 1772, que constituiu o culminar da política educativa pombalina: a ampliação dos estatutos do Real Colégio de Nobres, a regulação dos pagamentos dos Colegiais, a criação da Junta do Subsídio Literário para financiamento das Escolas Menores e a declaração da Real Mesa Censória sobre a autoridade do Abade de Fleury. Enquanto a reforma de 1759 havia abolido o ensino jesuíta e criado o sistema de escolas régias, a de 1772 consolidou a sua base financeira e reorganizou o Colégio de Nobres. c. 1772 (D. José I) — Amplia e declara a Instituição Primordial do Real Colégio de Nobres dada em 7 de Março de 1761, pelos motivos nele declarados; revisão e actualização dos estatutos do principal estabelecimento de ensino da elite nobiliárquica. 23 Jul 1772 (D. José I) — Declara que os Colegiais do Real Colégio de Nobres sem os requisitos dos Estatutos paguem um só quartel adiantado de três em três meses com fianças; e sejam irremissivelmente despedidos os que não pagarem no prazo de quinze dias; regulação financeira do acesso ao Colégio. 25 Nov 1772 (D. José I) — Cria uma Junta com Jurisdição privativa e exclusiva para a arrecadação e distribuição das Colectas para os Mestres e Professores das Escolas Menores; inclui também disposição sobre as Ciências Matemáticas do Colégio de Nobres serem transferidas para a Universidade de Coimbra; diploma fundamental do financiamento do ensino público régio. 26 Nov 1772 (D. José I) — Edital da Real Mesa Censória declarando que o Abade de Fleury, de grande autoridade nos Factos históricos, não tem a mesma autoridade nos seus Discursos; e que os seus sentimentos nos Discursos não são incontestáveis, para evitar controvérsias e perniciosas consequências; regulação da autoridade dos manuais de história no ensino. O conjunto documenta quatro faces da reforma educativa de 1772: a revisão dos estatutos do Colégio de Nobres, a disciplina financeira dos seus colegiais, a criação do mecanismo de financiamento das Escolas Menores (subsídio literário) e a delimitação da autoridade de um manual de história amplamente utilizado. Documentação essencial para o estudo da reforma do ensino no Portugal pombalino e da história da educação pública em Portugal.