Leilão Bidspirit | [ÁLBUM DE RECORDAÇÕES]. Lisboa. 1861-1866.


[ÁLBUM DE RECORDAÇÕES]. Lisboa. 1861-1866. - [ÁLBUM DE RECORDAÇÕES] . [Álbum de autógrafos, poesia manuscrita e desenho e aguarela originais, com contribuições de diversas mãos]. Lisboa, 1861-1866. manuscrito e ilustrado sobre papel; 18 fls. com conteúdo (tarjas manuscritas com nomes autógrafos, poesia autógrafa, desenho e aguarela originais), num total de 64 ff.; profusamente ilustrado com desenhos a lápis e a pena e aguarelas originais, assinados por diferentes mãos; encadernação da época em tela vermelha com ferros a ouro na pasta anterior (”ALBUM”);190x290 mm. Encadernação com lombada em pele, um pouco cansada. Álbum de recordações lisboeta, com datas autógrafas entre 1861 e 1866, reunindo num só volume três géneros de testemunho: duas páginas de tarjas manuscritas, desenhadas em disposição de trompe l'oeil, cada uma com o nome autógrafo de um familiar ou amigo; poesia manuscrita oferecida por diferentes punhos; e um conjunto de desenhos e aguarelas originais. Entre as tarjas figuram nomes da sociedade lisboeta de Oitocentos, incluindo o Barão e a Baronesa de Villa Cova. A componente poética inclui composições datadas e assinadas, como Amo a Patria , de António Florêncio de Sousa Pinto (Lisboa, 1861), e versos em português seguidos de uma dedicatória em francês de Maria Victoria d'Almeida Júnior (Lisboa, 4 de Agosto de 1866): ”La vie est un passage rapide, il faut savoir profiter de ce rapide voyage ! C'est pour cela que je ne m'excuse pas d'écrire dans votre Album.” Destaca-se sobretudo a componente gráfica: um desenho a pena intitulado Aurora , assinado por Rodrigues (1861), figura alegórica de boa execução; paisagens e cenas a lápis e a pena assinadas por Aguiar e C. Pereira (1861-1862); e duas aguarelas de assunto ornitológico e entomológico de execução cuidada, ao que parece da mesma mão que assina ”Emília C. ... de Oliveira” - possivelmente identificável com a Emília Carlota Freire de Oliveira cuja tarja também figura no álbum. Peça de natureza necessariamente única, cujo interesse reside sobretudo na qualidade e variedade da componente artística original e no retrato que oferece dos círculos familiares e sociais de Lisboa na década de 1860.