Leilão Bidspirit | SEPULVEDA (Christovam Ayres de Magalhães).


SEPULVEDA (Christovam Ayres de Magalhães). TESTAMENTO de Affonso de Albuquerque. Lisboa. 1899. - SEPULVEDA (Christovam Ayres de Magalhães) TESTAMENTO de Affonso de Albuquerque . Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1899. [2], 32 pp.; 305 mm. Encadernação com lombada e cantos em carneira; títulos e casas fechadas na lombada. Primeira edição, em separata das Memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa (2.ª classe, tomo VIII, parte II). Memória lida na assembleia geral da Academia de 12 de Janeiro de 1899, na qual se dá notícia e se publica o traslado de grande parte do testamento de Afonso de Albuquerque, redigido a bordo da nau Flor da Rosa , documento até então desconhecido. O texto foi identificado num códice do arquivo da família da Condessa do Sabugal: uns autos originais, lavrados em Goa em 1561, relativos à Capela de Nossa Senhora da Serra, que Albuquerque mandara erguer em 1513 sobre a porta por onde primeiro entrara na cidade, em cumprimento de um voto feito ao regressar da tentativa frustrada sobre Adém. Os autos, com sentença do provedor-mor dos defuntos da Índia, Manuel de Vilhegas de Castelo Branco, datada de 21 de Dezembro de 1561, respeitam a Brás de Albuquerque, filho do governador, e incluem o «treslado d'algumas verbas do testamento» de seu pai, em vinte e quatro páginas de transcrição. A leitura paleográfica contou com o auxílio de Aires de Sá, e a cópia foi revista por Pedro de Azevedo e Gabriel Pereira. Contributo de relevo para a biografia de Afonso de Albuquerque, revelando as suas últimas vontades, as disposições relativas à capela onde viria a ser sepultado e as fundações pias que instituiu em Goa. Invulgar.