Leilão Bidspirit | [LIVRO de Registo de Ofícios
[LIVRO de Registo de Ofícios da Sub-Inspecção Geral dos Correios à Administração do Correio do Porto]. Porto. 1828-1832. - [LIVRO de Registo de Ofícios da Sub-Inspecção Geral dos Correios à Administração do Correio do Porto] . Dois termos datados do Porto, 20 de Dezembro de 1828, assinados pelo fiel encarregado da Administração do Correio: o primeiro declara que o livro serve para nele se registarem os ofícios recebidos da Sub-Inspecção Geral dos Correios e que o registo teve início em 22 de Dezembro de 1828; o segundo certifica que o livro contém 198 folhas numeradas e rubricadas. Último registo datado de 3 de Outubro de 1832. Porto, 1828-1832. manuscrito sobre papel; 198 ff., numeração manuscrita (texto até ao f. 112, restantes em branco); 305 mm. Encadernação inteira de pele da época; corte das folhas carminado; com um pequeno furo de traça marginal na margem inferior. Livro de registo da correspondência oficial recebida pela Administração do Correio do Porto da Sub-Inspecção Geral dos Correios e Postas do Reino, sediada em Lisboa, cobrindo quase quatro anos, de 22 de Dezembro de 1828 a 3 de Outubro de 1832. Os termos, datados do Porto, 20 de Dezembro de 1828, são assinados por Luís José Botelho Seabra, fiel encarregado da Administração do Correio, que declara o destino do livro e certifica as 198 folhas numeradas e rubricadas. Os ofícios, numerados e copiados na íntegra, vêm assinados pelo subinspector-geral. Os dois primeiros registos documentam a mudança de titular. O ofício de 22 de Dezembro de 1828 é assinado por José Basílio Rademaker. O de 24 de Dezembro comunica que, tendo El-Rei nomeado Rademaker para uma comissão do real serviço fora do Reino, António Xavier de Abreu Castelo Branco fora nomeado por decreto de 9 desse mês Sub-Inspector Geral do Correio e Postas do Reino, devendo a correspondência oficial passar a ser-lhe dirigida. É ele quem assina os registos seguintes, incluindo o último. As matérias são as correntes da administração postal: o pedido de uma certidão médica sobre o estado de saúde do administrador, a participação de ocorrências e as diligências a acompanhar junto das autoridades judiciais, a proposta de demissão de um praticante por faltas, a prestação das contas mensais, o pagamento de saldos e o ordenado de um administrador falecido. O último registo, no f. 112, de 3 de Outubro de 1832, trata da conta corrente da Administração, do envio de recibos pela Administração dos Seguros e do vencimento dos correios que andam no Exército e das cavalgaduras das postas, que deve ser pago na forma da lei e não em metal, citando-se o exemplo do que se pratica em Lisboa e em Coimbra. Documenta o funcionamento interno do correio português na relação entre a Administração do Porto e a direcção central em Lisboa, durante o reinado de D. Miguel e até ao período do Cerco do Porto.