Leilão Bidspirit | PEREIRA (Duarte Pacheco). ESMERALDO DE
PEREIRA (Duarte Pacheco). ESMERALDO DE SITU ORBIS. Lisboa. 1892. - PEREIRA (Duarte Pacheco) ESMERALDO DE SITU ORBIS . Edição Comemorativa da Descoberta da America por Christovão Colombo no seu Quarto Centenário sob a Direcção de Raphael Eduardo de Azevedo Basto. Lisboa: Imprensa Nacional, 1892. [12], XXXVI, 126, [6] pp., 6 est.: il.; 350 mm. Encadernação inteira de pele; títulos e casas fechadas a ouro na lombada; nada aparado. Primeira edição do texto, que só foi impresso em 1892, quase quatro séculos depois de composto. Foi publicada em Lisboa pela Imprensa Nacional como edição comemorativa do quarto centenário da descoberta da América por Cristóvão Colombo, sob a direcção de Raphael Eduardo de Azevedo Basto, conservador do Real Arquivo da Torre do Tombo. A edição inclui uma notícia preliminar e uma série de documentos relativos ao autor e à obra. Duarte Pacheco Pereira (1460?-1533), a quem Camões chamou «Aquiles Lusitano», foi capitão na Índia em 1503, na armada de Afonso de Albuquerque. O Esmeraldo de Situ Orbis foi redigido entre 1505 e 1508, como roteiro da navegação ao longo da costa africana. Planeado em cinco livros, ficou incompleto, pois só os três primeiros e parte do quarto chegaram a ser escritos. Reproduz um dos primeiros regimentos solares portugueses e um dos mais antigos itinerários com latitudes, além da descrição das costas e das entradas dos portos. O texto é conhecido por dois manuscritos, o da Biblioteca Pública de Évora e o da Biblioteca Nacional de Lisboa, sendo o segundo uma cópia do primeiro. Azevedo Basto publicou-o a partir do manuscrito de Lisboa, servindo-se também do de Évora. Seguiram-se a edição crítica de Augusto Epifânio da Silva Dias (1905) e a terceira edição, anotada por Damião Peres, publicada pela Academia Portuguesa da História (1954).