Leilão Bidspirit | Arquivo de correspondência Dr. Manuel


Arquivo de correspondência Dr. Manuel Monteiro - Arquivo de correspondência de Dr. Manuel Monteiro (1879-1952) Manuel Joaquim Rodrigues Monteiro (1879-1952), foi um notável intelectual português e cidadão de vulto. Foi um escritor distinto, com vasta obra publicada. Bacharel em Direito, foi historiador da arte românica em Portugal e também crítico de arte. Foi um destacado interventor na vida pública nacional e internacional, pertenceu ao Partido Democrático, à Maçonaria e à Carbonária. Foi Governador Civil de Braga em 1910. Teve a pasta da Justiça no governo de Bernardino Machado em 1914 e foi eleito Presidente da Câmara dos Deputados. Chefiou a pasta do Fomento entre 15 de Maio e 29 de Novembro de 1915. Em 1917, voltou a sobraçar a pasta da Justiça. Foi reconhecido internacionalmente, aceitando o honroso convite que lhe foi dirigido para ser Presidente do Tribunal Internacional de Alexandria (predecessor do Tribunal Internacional de Haia) e Juiz dos Tribunais Mistos do Egipto em 1925. Documentação: - Correspondência de 141 personalidades, tais como: Columbano Bordallo Pinheiro; Júlio Dantas; Norton de Matos; Reinaldo dos Santos; Raúl Lino; Acácio Lino; Marcelo Caetano; Júlio Brandão; Guerra Junqueiro; Ferreira de Castro; João Pinheiro Chagas; António - Bispo do Porto; João de Barros; José Relvas; Bello; António Carneiro; e algumas instituições como o Ateneu Comercial do Porto; Museu Nacional de Soares dos Reis; etc. - Lista de autores - Relação dos Autores das cartas com indicação de datas, proveniência e assunto de cada uma; - 4 fotografias de Manuel Monteiro, sendo uma do retrato feito por Columbano Bordallo Pinheiro e uma no Egípto. Defeitos. - 4 livros: SÁ, Victor, Manuel Monteiro ou a Republica Inviável, Universidade do Minho - Biblioteca Publica de Braga, 1980; SANTOS, Reinaldo dos, Manuel Monteiro - Palestra, Rotary Club de Braga, 1953; LOPES, António da Costa, O Dr. Manuel Monteiro e Mons. Airosa, Centenário do Instituto Monsenhor Airosa, Braga 1979; NUNES, Henrique M. Barreto, Manuel Monteiro - Notas Bio-bibliográficas, Universidade do Minho - Fotocópia de um artigo do Diário de Notícias, 4-10-1984, Manuel Monteiro intelectual da República. Defeitos, papéis amarelados e com sinais de manuseamento.Cronologia: 1879 Manuel Joaquim Rodrigues Monteiro nasce em Braga, na Rua Nova de Santa Cruz, 164 (29 de setembro) 1890 Começa a frequentar o Colégio do Espírito Santo 1897 Primeiros escritos na revista literária O Gigante (Braga) Conclusão do curso liceal (4 de outubro) 1898 Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (12 de outubro) Em Coimbra começa a frequentar a casa de António Augusto Gonçalves, que se inicia no estudo do Românico 1901/1903 Na companhia de Rocha Peixoto, faz visitas de estudo (etnográfico-arqueológicas) ao Gerês, Barroso, Castro Laboreiro, Lindoso, Soajo, Serra Amarela, Marão, o distrito de Bragança, etc. Inicia a colaboração na Portugália e em diversos jornais, nomeadamente na Residência, jornal republicano de Coimbra 1904 Congresso da Liga Sub-Ripal contra a Calvície, em Coimbra (28 de abril) 1905 Conclui o curso de Direito (12 de julho) Destruição da cidadela de Braga Monta banca de advogado em Braga e é orador no 1º comício republicano aí realizado 1905/1910 Colabora nas revistas Serões, Portugália, Ilustração Portuguesa, Arte, Ilustração Transmontana, etc. em Arte e a natureza em Portugal e em diversos jornais 1906 É eleito presidente da Comissão Municipal de Braga do Partido Republicano (dezembro) 1907/1908 Participa ativamente em diversos comícios republicanos 1908 Publica S. Pedro de Rates 1909 Morre Rocha Peixoto (3 de maio) 1910 Manuel Monteiro, após a proclamação da República, é nomeado Governador Civil de Braga (6 de outubro) 1911 Visitas oficiais a diversas localidades do distrito Publica a obra O Douro 1912 Organiza, em Braga, uma exposição de arte sacra (junho) 1913 Nomeado juiz do Supremo Tribunal Administrativo (maio) Exonerado do cargo de Governador Civil (24 de maio) Eleito deputado pelo circulo de Barcelos, concorrendo pelo Partido Democrático (16 de novembro) 1914 Nomeado Ministro da Justiça (9 de janeiro) Pede demissão do lugar de Ministro da Justiça (22 de junho) Eleito Presidente da Câmara dos Deputados (18 de dezembro) 1915 O Parlamento é encerrado pela força, mas reúne sob presidência de Manuel Monteiro no Palácio da Mitra (4 de março) Demitido do cargo de juiz do T.S. (30 de março) Nomeado Ministro do Fomento (16 de maio) Eleito deputado por Braga (13 de junho) Exonerado do lugar de Ministro do Fomento (18 de novembro) Eleito Presidente da Câmara dos Deputados (16 de dezembro) 1916 É colocado como juiz nos Tribunais Mistos do Egipto, em Mansourah (6 de outubro) Chega ao Egipto (dezembro) 1921 É transferido para o Tribunal de Alexandria 1923 O seu nome é sugerido como candidato à Presidência da Republica 1930 É eleito presidente do Tribunal Internacional de Alexandria 1939 Polémica com A. Nogueira Gonçalves,