Leilão Bidspirit | Amaro DO VALE (c.1550-c.1619)
Amaro DO VALE (c.1550-c.1619) - Amaro DO VALE (c.1550-c.1619) O Regresso da Sagrada Família do Egipto Óleo sobre madeira 1610 Dim. aprox.: 72 x 53 cm.. Amaro DO VALE (c.1550-c.1619) O Regresso da Sagrada Família do Egipto Óleo sobre madeira de carvalho c.1610 Dim. aprox.: 72 x 53 cm.; Dim. total aprox.: 88 x 69 cm. Restauros. Emoldurado. Pintura atribuída a Amaro do Vale pelo historiador de arte Professor Doutor Vitor Serrão. Obra patente sob o n.º 46 (pág. 271) na exposição ”A Pintura Maneirista em Portugal - Arte no Tempo de Camões” e em ”O tecto da Igreja de São Roque - História, Conservação e Restauro”, Museu de São Roque”, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pág. 23. Escreveu Professor Doutor Victor Serrão sobre a obra op.cit. pág. 271, cat. 46: ”Este precioso painel de restritas dimensões, sobre cujas origens tudo se ignora, mostra pelo rigor do desenho, pela tipificação das cabeças, pela chama do colorido luminoso e pela cuidada modelação de figuras, carnações e tecidos, evidenciadas características de estilo com a obra romanista de Amaro do Vale, designadamente com alguns dos seus desenhos (MNAA). Trata-se, além disso, de peça cujo interesse iconográfico é igualmente de assinalar, dada a raridade das representações congéneres, podendo supor-se que o artista lisboeta se serviu de uma estampa italo-flamenga segundo modelo de derivação rafaelesca, porventura um dos gravados de Jerónimo Wierix da ”Evangelicae Historiae Imagines” do Padre Jerónimo Nadal, que conheceram à época muita difusão. Sabemos de três réplicas desta mesma composição, todas porém de méritos menos evidenciados: a tábua de um modesto imitador nortenho de Diogo Teixeira, existente na Santa Casa da Misericórdia do Porto e do início do século XVII; uma das tábuas, devida à ”companhia” do portuense Domingos Lourenço Pardo, no tecto da igreja do antigo mosteiro do Salvador de Braga (actual Lar Conde de Agrolongo), obra oficinal de cerca de 1620; e uma tabuinha, também seiscentista mas de nível defeituoso, numa das salas da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos da Graça, em Lisboa. Destas, é a pintura de Braga quem guarda maiores parecenças com a que aqui atribuímos a Amaro do Vale, pela postura similar da Virgem, do Menino adolescente, de São José junto ao burro, e dos dois anjos assistentes, ainda que falte nesta versão mais aprimorada de Lisboa a coroa de anjinhos dançantes que, com os seus ramos floridos, inundam o céu à esquerda. Pode tratar-se de uma obra destinada a culto doméstico, e executada à época em que Amaro do Vale ocupa o cargo de pintor régio (1612-19). VITOR SERRÃO” Proveniência: Família Nogueira Ferrão Vieira