Leilão Bidspirit | ANDRADE (MANOEL CARLOS DE) –


ANDRADE (MANOEL CARLOS DE) – LUZ // DA LIBERAL, // E // NOBRE ARTE // DA // CAVALLARIA, - ANDRADE (MANOEL CARLOS DE) – LUZ // DA LIBERAL, // E // NOBRE ARTE // DA // CAVALLARIA, // OFFERECIDA // AO // SENHOR // D. JOÃO // PRINCIPE DO BRAZIL, // POR // MANOEL CARLOS DE ANDRADE, // PICADOR DA PICARIA REAL DE SUA MAGESTADE FIDELÍSSIMA . — PARTE PRIMEIRA — § Vinheta gravada com o Brasão de Armas Reais § — PARTE SEGUNDA (Pág. 215) .LISBOA, NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. ANNO M. DCC. XC. [1790]. In-fólio de XXVI-454-II págs. E . Primeira e raríssima edição , desta importantíssima obra portuguesa do século XVIII, valiosa internacionalmente, praticamente única no seu género entre nós e possivelmente o melhor tratado equestre da sua época a nível mundial. Na impressão desta obra, muito nítida, foi utilizado papel de grande qualidade. Segundo Inocêncio, a obra conheceu 1000 exemplares, dos quais apenas 200 foram postos à venda, e foi composta com os melhores gravadores e impressores da época, entre os seus executores, nomes como Carneiro da Silva, Fróis Machado, Manuel Alegre, Fernandez Piedra, Martini e Gregório de Queiroz. Ilustrado com 2 vinhetas na folha da primeira parte e na folha da segunda parte e 93 gravuras de página inteira, sendo 23 desdobráveis e destacáveis, pela razão que muitos delas foram retiradas para se emoldurarem, devido à sua rara beleza. Exemplar com falta do retracto de D. João VI na folha do anterrosto. Obra com assinatura de posse na folha do rosto, folha seguinte e folha do índice. Encadernação da época a inteira de pele, com ferros a ouro, rótulo vermelho e nervos na lombada, um pouco cansada, apresentando intervenção de restauro na lombada e com ligeira falhas na parte inferior da pasta de traz, mas bem dissimulável. Folhas das guardas ligeiramente cansadas. Carminado em todos os cortes. Exemplar com ligeiros picos de oxidação e algumas manchas de humidade, com muita mais incidência nas primeiras páginas e nas últimas do volume. A última gravura apresenta um restauro na parte superior, ao centro e na margem inferior do corte da folha, com algumas falhas devido à mancha de humidade, mas sem afectar a gravura. RARÍSSIMA E VALIOSA .   Ref. Bib . Inocêncio V, 386. MANOEL CARLOS DE ANDRADE, Picador da Picaria Real de Sua Magestade Fidelissima. Da sua naturalidade, nascimento, obito e mais circumstancias não me foi até agora possivel colher alguma noticia, posto que empregasse a esse intento as diligencias que estavam ao meu alcance. Luz da liberal e nobre arte da cavallaria offerecida ao sr. D. João principe do Brasil. Parte primeira. Lisboa, na Reg. Offic. Typ. 1790. Fol. Maior, de XXVI 454 pag., e mais uma no fim, contendo a errata: illustrada com 93 estampas, e um retrato do principe, delineados pelo habil artista portuguez Joaquim Carneiro da Silva, de quem já fiz menção no Diccionario em logar competente. Posto que no frontispicio se lêa a designação de Parte 1.ª, nem por isso a obra deixa de achar se completa, comprehendendo este volume tambem a Parte 2.ª Esta edicão, que póde equiparar se em nitidez e perfeição typographica às producções do celebre Ibarra, foi mandada executar por ordem da rainha a senhora D. Maria I sendo a tiragem de mil exemplares, dos quaes se entregaram oitocentos ao auctor, ficando duzentos para serem na officina expostos á venda: e ainda na Imprensa Nacional existe ao presente o resto d'esses exemplares, cujo preço antigo que era de 9:600 réis, foi ha poucos annos reduzido a 7:200 réis. Custou a gravura das chapas, vinhetas e letras iniciaes 4:200$000 réis, e a despeza total da impressão foi de 6:588$000 réis. Alguns pretenderam, não sei se com legitimo fundamento, que o verdadeiro auctor d'esta Arte da Cavallaria fôra o marquez de Marialva D. Pedro de Alcantara de Menezes Coutinho, estribeiro mór da Casa Real e que Manuel Carlos de Andrade não tivera n'ella mais parte que a de collocar o seu nome no frontispicio, porque assim fôra a vontade do marquez. Um dos que ainda ha pouco inculcou esta opinião por verdadeira foi o sr. João Carlos Feo, em uma carta, ou artigo que sahiu inserto no Jornal do Commercio de 28 de Septembro de 1859.